alt
O Jornal que Registra a Informação pra Você!

Requião defende adoção de novo projeto nacional de desenvolvimento

requiao no senado

Em discurso no Plenário, nesta quinta-feira (6), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) demonstrou sua indignação com o modelo econômico adotado pelo país, marcado a seu ver por liberdade excessiva ao capital, e defendeu a adoção de um projeto nacional de longo prazo para estimular o crescimento e o desenvolvimento com justiça social.

Ao apresentar estudo elaborado por sua equipe, o parlamentar listou pressupostos que considera essenciais para que se construa um novo projeto de país. Ele demonstrou preocupação com a dívida pública, que, na sua opinião, inviabiliza qualquer ação estatal que necessite de investimento, é impagável e, por isso, deve se tornar elemento promotor de investimentos, aliada a câmbio competitivo e controlado. Defendeu maior distribuição de renda, estimulada com um sistema educacional com pelo menos 15 anos de estudos e currículos reformulados, vocacionando os formandos para as ciências naturais e a engenharia, gerando um trabalhador educado e com maior renda.

O terceiro pressuposto, a seu ver, é a necessidade de integração do território, com ações de ordenamento territorial e regularização fundiária, além do planejamento da integração física do Brasil com os demais países da América do Sul. O senador propôs também a modernização da indústria nacional para que se torne mais competitiva, com investimentos em setores como o eletroeletrônico, o de química fina e o de biotecnologia. E sugeriu melhorar a urbanização, vencendo a desestruturação que se vê nas cidades e metrópoles brasileiras, com planejamento urbano e um programa de construção civil de moradias que se encaixe no conceito moderno de formatação de cidades.

Requião também citou a importância da inserção internacional do país e a conquista do mercado externo, que exigem uma estratégia geopolítica e a adoção de ações diplomáticas para a conquista de novos mercados, para a montagem de grandes parcerias no mundo e para a atração de investimento, mas também contando com um bom aparato dissuasivo de defesa.

— O Brasil tem vantagens comparativas estáticas e amplas, recursos agroindustriais e minerais, um mercado de consumo crescente e uma cidadania mais exigente, que vem cobrando políticas nacionais para todos, como na saúde e na educação. Este deve ser o ponto de partida para identificar as vantagens competitivas dinâmicas, sua priorização, para a elaboração de um bem-sucedido projeto nacional. Evidentemente, eu estou me contrapondo a essa política do dependentismo, da subserviência como fator de crescimento, da venda de terras nacionais sem limite para países estrangeiros — afirmou.

Foto: Agência Senado 

Comente esta notícia