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Ataque em Londres: tiros e mortes causam pânico em frente ao Parlamento

londres 22 03 2017

A Polícia Metropolitana de Londres informou que quatro pessoas morreram em um "ataque terrorista" realizado nos arredores do Parlamento no início da tarde desta quarta-feira.

Um porta-voz da Scotland Yard disse que entre os mortos estavam uma mulher, um policial que fazia a segurança do Parlamento e o principal suspeito de ter realizado o ataque.

Pelo menos 20 feridos estão sendo tratados em hospitais, vários deles em estado grave.
A maioria deles foi atropelada por um carro que dirigia em alta velocidade pela ponte de Westminster em direção ao Parlamento.
Um médico diz que algumas das vítimas têm ferimentos "catastróficos".

O veículo atropelou pelo menos 12 pessoas, entre elas, três policiais que voltavam de uma cerimônia.
O carro bateu contra a grade das cercanias do Parlamento, Um homem armado com uma faca saiu do veículo e tentou entrar correndo no Parlamento, um dos principais cartões postais de Londres (é onde fica o Big Ben). Ele esfaqueou um policial e depois foi atingido a tiros pela polícia.
O suspeito e o policial esfaqueado morreram.

Um repórter da BBC, Daniel Sandford, disse que o ataque pode ter sido realizado por duas pessoas.
Ele disse que testemunhas relataram ter visto um "homem branco careca" e um "homem negro de cavanhaque" como possíveis autores.
Apesar de enfatizar que as informações não foram confirmadas pela polícia, os dois homens podem ter estado no carro que dirigia em alta velocidade pela ponte de Westminster.

A polícia tinha sido chamada por causa do incidente no Parlamento às 14h45 (11h45 em Brasília).
O ataque ocorre exatamente um ano após a série de atentados em Bruxelas que deixou 35 mortos e mais de 300 feridos.
Entre as testemunhas do ataque na entrada do Parlamento estava o jornalista e autor Quentin Letts. Ele relatou que "o homem tinha algo nas mãos, parecia uma espécie de bastão".

"Ele foi confrontado por alguns policiais com jaquetas amarelas. Um deles caiu no chão e vimos que o homem de preto movia o braço como se estivesse esfaqueando o policial. Um dos policiais correu para buscar ajuda, que veio rapidamente."

"Quando esse homem corria para a entrada do Parlamento que leva à Câmera dos Comuns, cerca de 15 metros talvez, dois homens à paisana com armas gritaram para ele o que parecia ser uma advertência. Ele ignorou o aviso e eles atiraram nele, duas ou três vezes, até ele cair."

Nick Robinson, apresentador da BBC que se dirigiu ao local após o ataque, disse ter encontrado um grupo de estudantes franceses claramente traumatizados, muitos chorando com o que disseram ter testemunhado. Estudantes com quem ele conversou disseram ter visto um carro avançar na direção de pedestres e também ouvido o som de tiros.

Ele disse que tudo indica que o veículo teria sido usado como uma arma, a exemplo de incidentes recentes na Alemanha e na França, mas que isso ainda não pode ser confirmado.

Outra testemunha que passava em um táxi, o ex-ministro das Relações Exteriores da Polônia Radoslaw Sikorski, disse à BBC ter visto "pelo menos cinco pessoas gravemente feridas".

"Ouvi um barulho que parecia uma colisão. Olhei pela janela e vi alguém no chão, que parecia ferido, depois vi outra pessoa caída. Aí comecei a filmar. Foi quando vi mais três pessoas no chão, uma delas perdendo muito sangue. O que vi foi um incidente envolvendo pelo menos cinco pessoas gravemente feridas."
Imagens de TV mostraram um carro com a frente danificada sobre a calçada próximo de uma grade de proteção ao lado do Big Ben.

A polícia fez um apelo para que as pessoas permanecessem "calmas, alertas e vigilantes". Poucas horas depois do ataque, a hashtag #PrayForLondon - que significa "reze por Londres" - se tornou uma das populares no Twitter, inclusive no Brasil.

A área teve a segurança reforçada desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os atentados ao sistema de transporte de Londres, em 2005.
Testemunhas disseram ter ouvido quatro disparos. A primeira-ministra do país, Theresa May, se encontrava no Parlamento na hora do incidente.

Fonte: BBC

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