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Curitiba: Atenção à saúde mental na rede pública de Curitiba amplia estrutura de atendimento

CAPS do CAJURUO atendimento dos pacientes de saúde mental de Curitiba foi reestruturado e ampliado nos últimos anos. A melhoria foi resultado de uma mudança profunda na estrutura do serviço.
Incluindo a gestão e a ampliação de unidades e o horário de funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), contratação de funcionários e alteração no fluxo de atendimento.

As mudanças começaram em dezembro de 2013, quando a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes) assumiu a administração dos Caps, antes sob a gestão de organizações não governamentais. De lá para cá, sete unidades passaram a funcionar em tempo integral e outras quatro tiveram o funcionamento ampliado para 12 horas diárias. Hoje, 11 das 12 unidades estão sob o comando da Feaes. “Um avanço importente foi a estabilidade trabalhista e gerencial proporcionada pelo novo modelo”, avalia o coordenador de Saúde Mental da Feaes, Deivisson dos Santos Vianna.

Uma unidade de interconsulta psiquiátrica (UIP) foi criada para dar suporte a casos de urgência e emergência, especialmente à noite e aos fins de semana. Os acolhimentos noturnos passaram de 64 em 2012, para 1.337 nos dez primeiros meses deste ano. De janeiro a outubro de 2016, foram realizados mais de 26 mil atendimentos e 4,8 mil pacientes foram acolhidos.

O corpo técnico também cresceu, com a contratação de mais de 300 profissionais, incluindo psiquiatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, clínicos gerais, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Assim, o atendimento passou de uma condição mínima de equipe para o acima do recomendado pelas portarias do Ministério da Saúde.

Todos os funcionários passaram por capacitações, totalizando mais de 350 horas de treinamentos. Mais de 30 protocolos de atendimento foram criados e foi feita a padronização de diversos processos de trabalho a partir de câmaras técnicas, como foi o caso da Câmara Técnica de Enfermagem dos Caps. Além disso, cada unidade instituiu sua Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

O modelo do atendimento também mudou. “Trabalhamos mais próximos dos Distritos de Saúde, com apoio às unidades básicas, o que propícia um acompanhamento mais contínuo do paciente”, explica o coordenador. O processo de trabalho foi reordenado para privilegiar a ligação dos profissionais com um determinado território de abrangência, assim como na lógica da construção de projetos terapêuticos e discussão colegiada dos casos clínicos.

Tecnologia

Para otimizar e elevar a segurança do atendimento, os Caps estão digitalizando seus processos administrativos e assistenciais. Todas as unidades receberam investimentos em tecnologia, com a aquisição de 66 computadores, 11 impressoras e a implantação de mais de 40 pontos de internet. “Alguns Caps não contavam com estes equipamentos; hoje, até o controle do ponto dos funcionários é feito de forma biométrica”.

Em setembro deste ano, um programa piloto na Unidade Boqueirão deu início a implantação do prontuário eletrônico, documento que reúne todas as informações de atendimento do paciente, o que permite a integração da informação com todas as unidades da Secretaria de Saúde do Município. “O plano de tecnologia de informação já existe e a expectativa é expandir gradualmente para todas as unidades”.

(Foto: Divulgação)

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